domingo, fevereiro 26, 2012

FREUD explica







A raposa e as Uvas

Uma raposa entrou faminta num terreno onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos cachos se penduravam, muito alto, acima de sua cabeça. A raposa não podia resistir à tentação de comer aquelas uvas, mas, por mais que pulasse, não conseguia alcançá-las. Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e disse:
 -  Eu também não queria, estão verdes...
Quando estava indo um pouco mais à frente, escutou um barulho como se algo tivesse caído no chão, voltou correndo pensando ser as uvas, mas quando chegou lá, para sua decepção, era apenas um galho que havia caído da parreira,. A raposa decepcionada virou as costas e foi-se embora de novo com uma ar importante. 

Moral: Como é fácil desprezar  aquilo que não alcançamos- Esópo
     
     Quantas vezes não agimos de acordo com a raposa da nossa fábula?  É tão cômodo, é mais fácil depreciar e desprezar o que eu não se pode ter. Freud classifica este ato como um mecanismo de defesa.
     Mecanismos de defesa são processos subconscientes que permitem a  mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. (FREUD,  1984).
     No caso da raposa, tão diferente daquela amiga do Pequeno Príncipe, preferiu desprezar seu objeto de desejo, talvez para substituir por outro.
     A substituição é um dos mecanismos de defesa que prediz que o inconsciente, em suas duas formas, está  impedido de manifestar-se  diretamente à  consciência, mas consegue fazê-lo indiretamente. A maneira mais eficaz para essa manifestação é a substituição, isto é, o inconsciente oferece à consciência um substituto aceitável por ela e por meio do qual ela pode satisfazer o Id ou o Superego.  Os substitutos são imagens (representações analógicas dos objetos de desejo) e formam o imaginário psíquico, que, ao ocultar e dissimular o verdadeiro desejo, o satisfaz indiretamente por meio de objetos substitutos. Além dos substitutos reais, o imaginário inconsciente também oferece outros substitutos, os mais frequentes sendo os sonhos, os lapsos e os atos falhos. Neles, realizamos desejos inconscientes, de natureza sexual.          São a satisfação imaginária do desejo. (FREUD, As neuroses e psicoses de defesa, 1984)

     Vivemos cercados desse tipo de raposa, às vezes, nós mesmos somos uma. E olha que eu acho muito difícil assumir que sou uma delas. Gostaria de ser mais parecida com a Raposa do Pequeno Príncipe, ela vai aos poucos, é cautelosa, um passo mais próximo de cada vez,  porque a vontade dela é de se aproximar, se deixar cativar, criar laços, apesar das dificuldades daquela relação....ela sempre teria os campos de trigo como lembrança.     
      As uvas ainda estão na parreira esperando, quem sabe, ser alcançadas... a altura não é uma simples maldade das uvas.  Não consegue? Tenta outra vez.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Dichotomie parmi la promesse et l' adieu


    

" Même que l' on  passe longtemps sans nous parler, il me semble que le temps, entre nous, ne passe jamais. Cela doit être la place du temps il n' est qu' un être coadjuvant dans notre relation de tendresse. Mais la distance...  Celle-là est plus difficile, elle veut toujours être  la plus importante. 
Ma belle fille papillonnante*, Je suis avec vous aujourd'hui et toujours à chaque pas que vous donnerez à votre vie pleine de conquêtes. J'adore faire partie de votre vie. Gros bisous!!!!" (Les Fleurs Fanantes)


    
     Adieu et tãche d' être heureux, j'ai perdu le temps! On est tellement bête à vouloir cacher tous nos sentiments. Voilá, tu pars et je te demande pardon.J'aurais dû te dire depuis si longtemps que je t'aimais tant.

     Va! maintenant va-t'en, J'apprendrai sans toi à aimer le vent, l'air frais de la nuit. J'apprendrais sans toi avec les chenilles et les papillons à tromper l' ennui. 
     Ne traîne pas, adieu. Et tâche d'être heureux. (Adieu- Petit Prince).

-Ne traîne pas comme ça, c'est agaçant. Tu as décidé de partir va-t'en!






Elle ne voulait pas qu'il la vit pleurer, c'était une fleur tellement orgueilleuse (EXUPÉRY)

Era tudo tão singelo =\



*fille papillonnante- Menina Cheia de Borboletices (livre tradução do autor)

domingo, fevereiro 19, 2012

Crônicas de Narnia





É interessante como, às vezes, somos surpreendidos com acontecimentos inesperados que mudam o nosso dia. Uma palavra, um som, um gesto e tudo muda para sempre.

Estava em casa, despretensiosa. Resolvo ver um filme no qual eu não tenha que pensar muito e o escolhido foi: as Crônicas de Nárnia: A viagem do peregrino da alvorada. Filme considerado bobo, infantil, para alguns, desconexo. Mas quantas verdades ouvi, quantas palavras penetraram profundamente em meu coração.

Estas foram algumas frases que mexeram comigo: O que você foi fazer lá? A escolha foi sua! Você dúvida do seu valor! Não fuja de quem você é! Passei tempo demais querendo o que foi tirado de mim e não o que eu recebi!

Também comprovei o que já tinha aprendido antes.... "somos tentados de acordo com as nossas próprias cobiças" aquilo que está dentro da gente e não assumimos. Desejamos que os outros nos reconheçam, achamos sempre que somos os justos, não erramos, somos sábios, somos sempre os detentores da razão. Mas ele me magoou, ele não se deixou seduzir, ele não me admirou, nem reconheceu minha amizade. 

O que é isso???? ORGULHO FERIDO!!!!!!!!

E o que eu fui fazer lá? ornar, ser reconhecido, procurar por mim, decidir o meu futuro. Foi por causa de alguém, NÃO FOI!!!! Porém, eu quis ser uma pessoa que eu não sou ou eu sou (essas coisas se escondem dentro da gente) e me perdi.... acabei fugindo de mim "Uma coisa não acontece duas vezes da mesma maneira" acontece, sim!  Mas acontece por uma escolha SUA!

Ao chegar me deparo buscando aquilo que eu julguei ter perdido e não o que eu estava por receber. E agora? Agora eu tenho que voltar para aprender ainda não acabei de crescer, estou amadurecendo e amadurecer leva tempo! 

Algumas vezes precisamos passar por situações que nos serão bastante doloridas, aprender dói, machuca, mas quando aprendemos com o Senhor, é uma dor que machuca, mas é boa "como se estivéssemos tirando um espinho do pé" e saímos renovados, mudados, já não somos mais o que éramos antes. E sempre vale a pena, afinal, "nenhuma alta sabedoria pode ser atingida sem uma dose de sacrifício."(LEWIS)


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Sempre Vale a pena!




     Sempre vale a pena restaurar relacionamentos: Uma vez que a vida consiste em aprender a amar, Deus  quer que valorizemos os relacionamentos e nos esforcemos para mantê-los, em vez de descartá-los sempre que houver um desacordo, uma mágoa ou um conflito, embora eu nem sempre haja assim. Deus gosta de quando promovemos a paz, mas paz não significa evitar conflitos. Fugir de um problema não querendo falar dele o evitá-lo é, na realidade, covardia. Algumas vezes geramos conflitos, outras precisamos evitá-los, mas sempre devemos solucioná-los.

     A maioria dos nossos conflitos tem suas razões em causas não satisfeitas, normalmente diz respeito a algo que fere nosso orgulho. Esperamos, muitas vezes, que outras pessoas supram nossas carências e necessidades, mas esquecemos que ninguém, exceto Deus, pode suprir todas as nossas necessidades e quando uma delas não é satisfeita, gera-se um conflito
     Se você quer que um relacionamento seja restaurado, tome a iniciativa. Sim, VOCÊ deve tomar a iniciativa, não importa se você ofendeu ou foi ofendido: Deus espera que você dê o primeiro passo.
     Quando a comunhão é quebrada vá, imediatamente, fazer uma conferência de paz, não procastine, quanto mais tempo você levar para se retratar, mais magoada e irritada ficará a outra pessoa. Demoras só aprofundam o ressentimento e piora a situação. Quando se trata de conflitos o tempo não cura nada; ele faz com que as mágoas se aprofundem.

     Antes de procurar solucionar qualquer desavença você deve primeiro dar ouvidos aos sentimentos da pessoa. Preste atenção, concentre-se em seus sentimentos, não nos fatos. Não comecem perguntando como ela se sente, deixe e escute ela se descarregar emocionalmente, sem ficar na defensiva. Preste atenção, acene com cabeça, não necessariamente concordando com ela diz, mas mostrando que está atento. mesmo que seja ilógico, sentimentos são assim mesmo e o ressentimento, muitas vezes nos faz pensar coisas tolas.

     No entanto, a Bíblia nos ensina, em Provérbios 19:11, que a sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas. A paciência vem do conhecimento e o conhecimento vem de escutar a perspectiva dos outro. "Valorizo sua opinião, preocupo-me com nosso relacionamento e você é importante para mim."

     Se você deseja solucionar um conflito, admita os seus erros e transgressões, converse com uma pessoa de confiança, conte a história, pergunte se VOCÊ é o problema. Quando você começa admitindo os seus erros, isso neutraliza a raiva da outra pessoa e desarma o seu ataque, porque provavelmente ela pensava que você ficaria na defensiva, confesse, sinceramente, qualquer participação que você tenha no conflito. Aceite a responsabilidade dos seus erros e peça perdão.

     Não há como solucionar o problema se você fica procurando de quem é a culpa. Para o bem da comunhão jogue fora tudo que te leva a menosprezar, ignorar, condenar, acusar, condenar, comparar, rotular, insultar, também não seja nem irônico, nem sarcástico isso quebra a comunhão. Façam tudo que for possível para viver em paz, mas muitas vezes esta paz exige de nós um preço mito alto: Nosso orgulho.

     Por fim, podemos restabelecer um relacionamento mesmo quando não somos capazes de resolver nossas diferença. resolver um conflito não significa esquecê-lo. 

     Você está disposto a esquecer o conflito e restaurar o seu relacionamento? Então ore, peça a Deus direção e se possível, ligue para a pessoa que você quiser se reconciliar e façam as pazes.

"Como é bom e agradável quando os irmãos vivem em harmonia"

Texto base: WARREN, Rick. Uma vida com propósito.Editora Vida, São Paulo, 2003.