
Foi difícil chegar ao lugar do encontro a moça percorreu um labirinto inteiro, teve que passar uma trincheira, atravessar um deserto, ser perseguida por seus inimigos que a cercaram e prenderam-na. Quando parecia sem saída escutou uma voz em seu interior: " Levanta-te, grita e ordena que todos sejam destruídos.
Durante o massacre uma criança disse: "Não faça isso com a gente não somos culpados pelos crimes dos nossos pais." A moça teve misericórdia e não continuou com a vingança.
Depois da guerra pediu a companhia de uma velho amigo para chegar em casa. Quando chegou percebeu que tinha alguém esperando por ela! Ela viu que o moço tinha deixado seus tênis sujos e surrados na porta...era o sinal! Ele já estava lá. Ela tinha esperado tanto e agora ele estava ali, atrás da porta. Ela tentou abrir a porta sutilmente, mas ela a abriu de supetão, abruptamente ela caiu dentro do quarto.
Olhou ao redor, apesar de não enxergá-lo, certamente havia mais alguém naquele quarto, ela já sabia que ele viria, sabia que eles se encontrariam, o encontro já havia sido marcado. Ele saiu do banheiro. O coração dela acelerou. Eles se olharam. Ela abriu um sorriso. Ele sorriu de volta e abraçaram-se amigavelmente. - Gordinho, você. Disse a moça. Ele apenas riu. Estavam alegres.
- Para você! - disse o rapaz. Era um pacote meio sem forma, pela cara dele devia ser uma blusa do time que ele torcia, ela claro, torcia para o time adversário essas implicâncias faziam parte da amizade dos dois, ela adorava.
Ela abriu o pacote e viu lá dentro dois vestidos verdes, vaporosos, estampados como as fadas ou seriam como as borboletas? Eram lindos!
Tudo tinha sido precisamente preparado, mas, ao olhar em volta, percebeu que algo estava fora do lugar. Não, tudo estava fora do lugar, nada estava no lugar que ela havia deixado, ela olhou e só viu desordem, roupas jogadas no chão, papéis voando, a cama bagunçada, seus jarros estavam todos quebrados suas pedras que fingiam ser preciosas todas jogadas no sanitário...eram tão bonitas e coloridas.
A moça deixou o amigo de lado e começou a arrumar a bagunça, precisava organizar aquele espaço para seu amigo ficar bem, ele parecia alheio, não ligava, queria sair e ela queria ir com ele. A moça chegou a pensar se não tinha sido o moço o responsável pela bagunça, afinal só ele estava lá. Ele não se sentia culpado e ela não o responsabilizou pela desordem.
Ele podia ir embora se quisesse, ela queria ir junto, mas se ele queria ir embora, que fosse! Ela tinha novos amigos, novas oportunidades, novas coincidências...Ele não foi, preferiu segui-lá, aí então a moça acordou!
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