E, de repente,
somos dois estranhos.
Duas obras inacabadas do acaso.
Uma se perdeu quando a outra se achou.
E, para não morrer o amor,
fizeram o sacrifício de jamais se amarem.
Compactuaram em um segredo
de alma para alma
de olhar para olhar
sem nenhuma palavra ou gesto.
Dois olhares que sempre
se entenderam bem.
Seguiram adiante,
tomaram novos rumos
de tristezas e alegrias
Uma amando de um lado
o outro amando do outro
com um amor puro e eterno
jamais consumado.
Isabela Everton

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