quarta-feira, novembro 02, 2011

Histórias que não acontecem SÓ comigo: A amiga que era irmã





Durante os dourados tempos de colégio, quando eu ainda era magra e usava sutiã 38, duas meninas eram as minhas melhores amigas. A Joey e a P. (de piranha) A princípio, a Joey não gostava de mim porque o T., por quem ela era apaixonada, quis ficar comigo numa excursão pro Passa ou Repassa. Com o tempo nos tornamos boas amigas. Minha primeira balada e meu primeiro copo de caipirinha foi com as duas. Como éramos três, uma sempre se sentia mais excluída que a outra e, na maior parte do tempo, era eu. Até que um tempo depois acabamos brigando com a Joey e ficamos só eu e P. Como gostávamos de sair pras baladinhas e o pai dela era um pai completamente ausente, quem sempre nos levava e nos buscava era o meu pai. Com o tempo a amizade foi se fortificando até que chegou um ponto em que ela chamava meu pai de pai. E aquilo me incomodava, mas como uma boa amiga, eu dava uma risada e não ligava. Certa vez, depois do colégio, combinamos de ir beber em um posto perto da escola. Eu só poderia chegar mais tarde porque havia combinado com duas gringas intercambistas de ir até o centro da cidade com elas (já que eu era a única que sabia falar inglês da sala, meio que fui pega pra Cristo, meio que me ofereci também. Pra ver se melhorava minha reputação de inútil e causadora dentro da sala). Bom, quando cheguei no posto, a P. estava completamente bêbada e pouco tempo depois, de bêbada passou a desacordada. Imediatamente chamei um amigo que nos buscou de carro com outro amigo. Nós a levamos pra casa, demos banho nela (vestida de calcinha e sutiã) e café pra ver se ela melhorava. Nada acontecia. Resolvemos levá-la até a mãe dela. Primeiro eles me deixaram no trabalho e depois a levaram. Chegando na escola em que a mãe dela trabalhava, os meninos foram recebidos com tapas na cara e palavras do tipo: Vocês tentaram drogar a minha filha virgem e evangélica e perfeita. Vocês fizeram isso pra tentar estuprar a minha filha. E a Letícia faz parte disso. Resumindo: Quase fui expulsa da escola por culpa da P. Fui acusada de drogar e deixar a filha da S. pra ser estuprada pelo próprio ex-namorado dela e por mais um amigo. E descobri que na verdade ela só era minha amiga por causa de carona pra balada (bem provável e plausível essa última parte). Nunca ouvi um pedido de desculpas ou agradecimento por parte dela e recentemente descobri que ela estava ficando com um amigo meu. Fiz questão de falar dela pra ele. Ele parou de ficar com ela. Agora ela fica com outro amigo meu. Eu não falo mais nada. Fiz minha parte uma vez. Agora que descubram sozinhos.
Diário de Solteiro Nossa vida é smpre uma festa....ou não! Publicado por sanseverini em 2 outubro, 2009 às 12:10 am 

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